Risoto de pupunha com espetinho de frango

5 dezembro 2015

Hoje é dia de Cozinhando e convivendo com Berries and Love, oba! A Flávia e a Tati do Culinária para Convivência hoje vão nos ensinar uma receita deliciosa de Risoto de pupunha com espetinho de frango! E de uma forma super lerve e divertida, em formato de quadrinhos! Já estou doida para colocar em prática!

Quem viu o lançamento da coluna há 15 dias viu que a nossa intenção não é apenas ensinar receitas, mas mostrar como o ato de cozinhar ajuda e muito no relacionamento conjugal, familiar e até mesmo com os amigos. Eu posso afirmar que a cozinha é um dos lugares que mais aproxima o casal na vida! Alguns dos meus melhores momentos com o marido foram vividos lá. Por isso leiam o relato super especial que a Flávia compartilhou conosco e comecem a ver a culinária como um meio e não apenas como um fim.

Titulo colunaSabia que vocês compartilham sonhos de um casamento feliz, mas que sentem, pensam e agem diferente?

Você já se pegou pensando, e sentindo de verdade, que o seu companheiro não te ama o suficiente? Que ele não te entende e que não faz o que deve ser feito? Se a resposta é sim, saiba que você não é a única, isso é mais comum do que possa imaginar! A boa notícia é que a escolha por sofrer ou não com esses pensamentos é sua! Você tem um incrível poder de aprender com as situações de frustração, e aí sim, cultivar um amor com raízes cada vez mais profundas, ao invés de se deixar levar por pensamentos que deixam você pra baixo e sem saída. Se você nunca sentiu essa tristeza e acha que este texto não é pra você, saiba que não há casamento tão bom, que não possa ser melhorado! Uau!!! Isso é mesmo verdade?

Partindo para um exemplo prático, vou relatar algo muito íntimo que aconteceu comigo, Flávia. Visualize: era uma sexta-feira de manhã e no dia seguinte seria o aniversário do meu marido. Não tínhamos programado nenhuma comemoração em casa, porque eu estava com muita preguiça de encarar a cozinha. Mas ouvi a minha consciência e pensei: Que espécie de mulher apaixonada seria eu, se não preparasse algo bem gostosinho, usando meus dotes culinários recém descobertos, pra gente cantar os parabéns?”

Seguindo minha intuição, ao sair da academia já passei no supermercado e comprei tudo de que precisava para fazer não somente o almoço do aniversário no sábado, mas também um souflé de bacalhau naquela noite ainda (o bichinho da empolgação de repente me mordeu rsrsrs...). Quando meu marido chegou do trabalho à noitinha, eu já estava na cozinha iniciando o souflé, com um vinho branco da Toscana que ele adora no freezer, de banho tomado, perfumada, lindamente vestida e penteada, muito feliz e orgulhosa de mim, certa de que o faria o homem mais feliz da face da Terra. No entanto, ele chegou carinhoso como sempre, mas não demonstrou nenhuma surpresa. Sem perceber que se tratava de uma noite especial, disse que ia correr com o cachorro antes do jantar.

Ahn? Como assim??? Correr com o cachorro agora? Poxa vida... fiquei tão decepcionada! E brava! Comecei logo a declamar a ladainha: “Eu não deveria ter inventado isso, ninguém me faz companhia, eu fico aqui na cozinha isolada de tudo!” Ele ficou assustado com a minha reação, sentou-se no chão, recostado à geladeira e, enquanto eu falava e falava, ele se distraía no Facebook. Quanto mais tempo ele ficava ali, mudo e distante, mais indignada eu ficava.

Enfim... o souflé ficou pronto. Servi na linda mesa que eu já havia deixado posta, com nossa melhor louça, taças e guardanapos coloridos. Mas comemos quase por obrigação, todos sem graça. Ele desapontado porque não foi correr, e eu furiosa, sentindo-me vítima de muita incompreensão e ingratidão. Naquela noite, mal nos despedimos com um beijinho de boa noite antes de dormir.

No dia seguinte, acordamos com cara de tacho. O aniversário ficou sem brilho. Eu disse um parabéns seco e já reiniciei as cobranças da véspera. Mas alguma sabedoria me inspirou naquela hora e me dispus a ouvir o que ele tinha a dizer: “Flávia, você sabe como eu gosto de me programar para as coisas. Eu estava fazendo planos de chegar em casa e ter um tempinho pra mim. Queria correr, porque isso me alivia as tensões do dia. O que aconteceu foi que você não me contou nada sobre o jantar, e eu não me preparei para isso. Se você tivesse me ligado mais cedo, eu teria feito outros planos, teria até te ajudado com as compras, teria posto a mesa. Foi só isso. Mas o jantar estava delicioso e eu adorei tudo. Muito obrigada, foi perfeito.” Pedindo mais uma vez mais por sabedoria, com muito esforço para não cair nas armadilhas da minha raiva e decepção momentâneas, eu escolhi, naquele momento, estar aberta para compreender o que ele me contava que sentiu. E fui correndo preparar o almoço do aniversário, completamente feliz.

A partir dessa experiência, pude concluir que nós moramos sob o mesmo teto, mas que sentimos, pensamos e agimos diferente. Ninguém está certo ou errado e nenhum de nós tem a intenção de ser indiferente ou de magoar o outro. E aprendi uma lição prática: para que um jantar romântico ou em família surta efeito aqui em casa, não poderei fazer surpresa, porque meu marido só se sente confortável, e valorizado, se participar também do planejamento. Partindo desse pressuposto, não esperarei dele o que ele não pode me dar. Em contrapartida, sei que poderei ter ajuda sempre, desde que eu avise com antecedência para ele se programar.

A nossa dica de hoje é: a cozinha é um excelente laboratório para experiências novas que oxigenem a convivência do casal. Para esse momento escolhemos uma deliciosa receita que possam fazer juntos (ou não). Nessa receita em quadrinhos, mostramos o passo a passo do espetinho de frango e risoto de palmito pupunha. É uma combinação leve, ótima para um jantar a dois. Observe os detalhes, como você e ele reagem ao planejamento, à surpresa, à rotina da casa, ao imprevisto, à discordância de opiniões. Quais são os critérios que vocês usam para escolher o vinho, o cardápio e os convidados para uma noite entre amigos? São os mesmos, ou vocês pensam diferente? Seja flexível para ajustar seus planos iniciais, diga o que sente e peça para ele fazer o mesmo. Apodere-se de forma consciente dos seus pensamentos e não deixe que um diálogo interno equivocado atrapalhe os sonhos de vocês. Para fechar, deixamos aqui uma citação de Bruce Bartom para refletirem:

“Por vezes, quando reflito sobre as tremendas consequências que resultam das pequenas coisas, fico tentado a pensar que não existem pequenas coisas.”

Flávia e Tati

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